A Palavra de Deus neste Domingo nos convida a contemplar a sensibilidade de Jesus. Todos procuram a Jesus. Vão a Ele com os seus doentes e suas preocupações para receberem de Jesus a consolação. A jornada é longa, o lugar é deserto e é preciso dar de comer.
Voltando-se aos discípulos, pede-lhes que deiam de comer à multidão. Para os discípulos, uma solução é viável: despedir-se deles e caso alguém morra pelo caminho não são culpados. Mas se morre alguém na sua presença podem ficar com remorso de culpa. Esta é a razão pela qual dizem ao Mestre: Despeça da gente a fim de irem prover o mantimento na cidade porque aqui o lugar é deserto.
Jesus insiste e eles apresentam cinco pães e dois peixes, que com a bênção do Senhor, saciou a multidão.
Muitas vezes, por comodismo, egoísmo, somos muito rápidos em encontrar soluções fáceis diante das necessidades dos irmãos. Sempre o que temos é pouco para partilhar. Temos medo do amanhã e acumulamos por muito tempo aquilo que não precisamos.
Jesus oferece-se a si mesmo. Ensina-nos que o pouco, dado com amor e com a bênção do Senhor pode resolver muitas necessidades.
Hoje, pensemos nos nossos semelhantes que morrem de fome, diante do olhar opulento de ricos que enlouquecem por acumular, que desfrutam dos pobres e fazem deles uma escada para subir na vida.
Rezemos pelos nossos irmãos da Somália e Etiopia, afectados por uma terrível crise alimentar, para que estas Palavras do Senhor abram-nos o coração e possamo-nos questionar: Senhor, que queres que eu faça com os meus cinco pães e dois peixes que me deste na vida?
Dai-nos Ó Senhor um coração sensível diante de tanta fome que aponquenta ainda hoje os nossos irmãos e faz com que não nos falte o Pão descido dos Céus para dar a vida ao mundo.
Senhor, dá-nos sempre deste Pão e abra os olhos do nosso coração, dinate das inúmeras necessidades de que passam muitos dos nossos semelhantes. Assim seja.
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